Story text
Londres está mergulhada em uma semana de chuva cinzenta e sombria. A 'Percepção de Eco' de Leo revela que as gotas de chuva são, na verdade, lágrimas de uma jovem 'Baleia da Chuva'. Uma pequena baleia da chuva chamada Bolim, separada de seu grupo de Baleias Etéreas, está presa sobre a cidade. Leo deve colaborar com Geleia de Laranja e Engrenagem, reunindo a ajuda dos vizinhos para organizar uma pequena reunião 'Sinfonia da Alegria' no ponto mais alto da cidade. Usando a felicidade coletiva e memórias calorosas, eles criam uma ponte de arco-íris para guiar a solitária baleia da chuva de volta para casa.
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O céu de Londres parecia estar firmemente coberto por um enorme cobertor de flanela cinza, encharcado de água, há sete dias inteiros. A chuva não caía em torrentes, mas era uma chuvisco contínuo e penetrante, mergulhando toda a cidade em um silêncio úmido e sombrio. Na janela do número 99 do Beco da Névoa, os rastros de chuva pareciam lágrimas intermináveis. Leo estava deitado no parapeito da janela do estudo, desenhando ociosamente com a ponta do dedo no vapor. 'Minhas juntas de parafuso vão enferrujar', reclamou Engrenagem, esfregando constantemente suas partes críticas com um pequeno pano de flanela. Geleia de Laranja estava aninhada em uma esteira seca perto da lareira, lançando um olhar de desdém para fora da janela: 'Nesse clima, nem mesmo os ratos querem sair para visitar. O ar está cheio de... melancolia encharcada.' Leo suspirou, seu hálito embaçando um pedaço ainda maior do vidro. Foi então que uma gota de chuva particularmente grande, 'ploc', atingiu o vidro e escorreu lentamente. E naquele exato momento, sua 'Percepção de Eco' vibrou como a corda de um instrumento levemente tocada - ele 'ouviu' um lamento etéreo, quase imperceptível, mesclado com uma profunda confusão e solidão.
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Nas horas seguintes, Leo, como se estivesse enfeitiçado, pressionava as palmas das mãos contra o vidro frio ou ficava sob o alpendre estendendo a mão durante a chuva, concentrando-se em 'ouvir' cada gota. Ele descobriu que nem todas as gotas de chuva tinham 'sentimento', mas de vez em quando, uma gota carregava aquele eco emocional único e triste. 'Esta não é uma chuva comum', ele concluiu finalmente, sua voz trêmula de excitação, 'cada gota com essa "sensação" é como uma... uma lágrima de uma vida minúscula.' Para testar, sob a orientação de Geleia de Laranja, ele coletou um pouco de água da chuva que pingava do beiral em uma grande tigela de vidro. Quando Leo suspendeu o medalhão de madrepérola brilhante sobre a tigela e se concentrou, algo incrível aconteceu: dezenas de gotas na tigela, como se guiadas por uma mão invisível, rapidamente se agruparam, se fundiram e, por fim, se condensaram no centro em uma massa translúcida do tamanho de uma mão, mudando de forma constantemente. Dentro dela, luzes cintilavam e emitia um som audível e claro, cheio de tristeza: 'Bolim...'